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A Morada dos Dias

"E naquela casa, que ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias".

A Lapela de Passos Coelho: O PSD até às legislativas

Existe um país que só Pedro Passos Coelho conhece, todo ele vivente no seu imaginário. É feito de cortes permanentes, de um proletariado pobre e feliz, tecido numa nostalgia do Estado Novo. Bebe da grande marcha troikista, e vai triunfante no seu sorriso de bobo messiânico. Só ele ainda não percebeu que se mantém como líder do PSD porque o partido não goza de grande popularidade, e por isso mesmo ninguém com um mínimo de coerência e amor-próprio vai querer o lugar de PPC. Não que ele seja um homem só no poder, longe disso. O ex-primeiro-ministro é o homem certo no momento certo, alguém para ir desgastando a imagem, para oferecer os ombros nas derrotas autárquicas e nas legislativas. Depois de esgotada a imagem política de Passos Coelho surgirá quem possa oferecer uma "nova página na história do partido". 

O meu romance, gratuito

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Escrevi este romance como um sentimento de obrigação, para comigo e para com as pessoas que o viveram. Por isso é em parte ficção, em parte factos reais. Trata-se de uma viagem que dura 50 anos, cruzando gerações, mas mantendo um fio condutor: o amor. Não é, contudo e apenas, uma estória de amor, é um romance de costumes, uma visita aos portugueses emigrantes, ao Agosto quente. Há queridos meses de Agosto que podem tornar-se tragédia. O livro está disponível para download ali: http://www.elivros-gratis.net/livros-gratis-literatura-estrangeira.asp

 

Um corte de cabelo diferente

 Sempre fui um consumidor da nostalgia, ainda antes e bem antes do seu boom mais recente. Por isso é uma delícia ir a estas barbearias revivalistas, impregnadas de objetos vintage. No entanto, por contingências de agenda e geografia, fui a um salão unissexo de uma jovem de cabelos às cores, oriunda do Norte da Roménia, mais para os lados da Hungria. Faltou-me, claro, a toalha quente, a oferta da cerveja que não bebo, e toda aquela parafernália retro. Mas no fim, o corte de cabelo ficou exatamente igual e fiquei a saber um pouco mais da Roménia, escapando ao cliché do "olha-me aquela do outro lado da estrada", conversa que só interessa a avulso ou numa saída à noite.