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A Morada dos Dias

"E naquela casa, que ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias".

Porque salvaram Barrabás?

Nesta época os cristãos revivem os epósidos marcantes da vida, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré. Um desses episódios relata a escolha popular por Barrabás, o "criminoso", em detrimento daquele que muitos aclamavam por Messias. Tal episódio é responsável por sentimentos de ansiedade e mágoa entre os mais devotos, uma espécie de culpa retrospetiva, uma condenação em jeito de "porquê?". No entanto, para se entender a escolha há que compreender o contexto histórico-cultural judaico de então. Entre os judeus, a figura do Rei David operava, e em boa medida ainda opera, como referencial tipológico de "messias". Num contexto em que os judeus se encontravam sob o jugo do Império Romano, opressor, cobrador de altos impostos e religiosamente distante, a figura do Rei David permitia estabelecer um horizonte de revolução, de quebra de correntes, de restauração de uma Jerusalém livre e prometida. Jesus, enquanto messias, não correspondia às caraterísticas do משיח (Mashíach) de Israel, o descendente de David, o líder guerreiro. Jesus trazia uma outra roupagem, uma mensagem baseada no reino dos céus, da paz, do amor. Nesse contexto, Barrabás reunia, de uma forma torta e imperfeita, predicados do herdeiro de David. Embora não reconhecido como messias, Barrabás dispunha-se a enfrentar o Império Romano, lançando uma série de ataques contra as forças do império, sendo provavelmente integrante do partido judaico de libertação. Não há dúvidas de que em contexto de opressão Jesus não representava o Messias ideal, pois não se dispunha a enfrentar diretamente o Império romano, mas antes oferecia uma mensagem de redenção, de vida eterna. A passagem em que afirma "dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus", contrapõe-se à disposição violenta e guerrilheira de Barrabás. Foi, então, mais fácil reconhecerem-se num homem cheio de imperfeições, mas disposto a lutar pela liberdade, do que num homem voltado ao espírito. 

A Lapela de Passos Coelho: O PSD até às legislativas

Existe um país que só Pedro Passos Coelho conhece, todo ele vivente no seu imaginário. É feito de cortes permanentes, de um proletariado pobre e feliz, tecido numa nostalgia do Estado Novo. Bebe da grande marcha troikista, e vai triunfante no seu sorriso de bobo messiânico. Só ele ainda não percebeu que se mantém como líder do PSD porque o partido não goza de grande popularidade, e por isso mesmo ninguém com um mínimo de coerência e amor-próprio vai querer o lugar de PPC. Não que ele seja um homem só no poder, longe disso. O ex-primeiro-ministro é o homem certo no momento certo, alguém para ir desgastando a imagem, para oferecer os ombros nas derrotas autárquicas e nas legislativas. Depois de esgotada a imagem política de Passos Coelho surgirá quem possa oferecer uma "nova página na história do partido". 

O meu romance, gratuito

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Escrevi este romance como um sentimento de obrigação, para comigo e para com as pessoas que o viveram. Por isso é em parte ficção, em parte factos reais. Trata-se de uma viagem que dura 50 anos, cruzando gerações, mas mantendo um fio condutor: o amor. Não é, contudo e apenas, uma estória de amor, é um romance de costumes, uma visita aos portugueses emigrantes, ao Agosto quente. Há queridos meses de Agosto que podem tornar-se tragédia. O livro está disponível para download ali: http://www.elivros-gratis.net/livros-gratis-literatura-estrangeira.asp