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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

28
Mai13

Perdido em Berlim

QUARENTA E OITO horas de grande intensidade, assim posso descrever a minha estada em Berlim. Confesso não ter visto o todo da cidade, em meio às obrigações académicas que me levaram à capital germânica. Em todo o caso, a Parish Platz, onde se situa a famosa "Porta de Brademburgo" (Brandenburger Tor) é de facto impressionante. O reichtag é imponente, e o sistema de água que corre o céu da cidade, inesperado. Berlim, aqui e ali, cheira mal, embora sejam uma cidade mais limpa que Lisboa. As bicicletas são os veículos oficiais, e a ostalgie, isto é, a nostalgia da Alemanha de Leste está bem patente. 

Menos acolhedores do que os ingleses, os berlinenses são um povo que não sorri, o que não significa que não sejam prestáveis na hora em que são requisitados. Basta citar o excelente cidadão que se dispôs a ajudar-me levando-me ao metro e indicando-me as paragens, quando estava absolutamente perdido numa cidade onde não dominava a língua. É verdade que Berlim ficou longe de me encantar, Edinburgh permanece como referencial, presumo que imbatível. Não obstante, Berlim tem o seu charme, e a Potsdamer Platz tem um quê de coração palpitante urbano. 

Quanto à crise, à política europeia, etc., a perspetiva é mais difusa do que a esperada - os alemães queixam-se da crise, não estão certos da austeridade e duvidam da política europeia atual. Um quadro menos óbvio.