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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

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17
Jun10

Mándálá

Acabei a leitura daquela que é tida como a obra máxima de Pearl S. Buck, Mándálá. Confesso não ter lido num sopro, outras leituras não mo permitiram. Todavia, com os pés dentro de água e à beira-rio plantado folheei as amarelas folhas da clássica edição de 1970. Mándálá é uma obra obrigatória não pelo enredo -- bastante tradicional, diga-se de passagem, preso a amores impossíveis -- mas pelo que de romance de costumes contém, transportando o leitor para uma trama que, mais do que sujeitos enamorados, envolve duas civilizações distintas. A máxima da atração dos opostos é colocada em jogo ao longo do romance, ao mesmo tempo que nos vemos a braços com uma Índia em transição entre os longínquos tempos dos Marajás e os novos tempos da democratização e o do fim das «castas». Peca, contudo, por um final demasiado fácil e em aberto.

"E naquela casa, que ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias".

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