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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

20
Jul13

Eram rosas, senhores.

O ACORDO proposto pelo Presidente falhou. A iniciativa de concertação partidária entre os partidos do governo e o maior partido da oposição não deu frutos. Primeiro porque o governo está decrépito e o PS só serviria para dividir culpas, e segundo porque dentro do PS ganhou a lógica de não-suicídio. Os do Largo do Rato queriam a redução da austeridade, o governo ainda acredita na receita que tantos danos tem provocado à sustentabilidade do país. A compatibilidade tornou-se impossível. Já não há, então, rosas na proposta cavaquista. O segundo resgate é uma realidade que agora será culpa do PS, como se a oposição pudesse ser culpada ao cabo de dois anos. A velha cantiga da herança socrática já cansa. Passaram-se dois anos, dois. Ademais, o governo de José Sócrates fez a travessia da política europeia da despesa pública até chegar à austeridade troikista. 

A "batata quente" está agora nas mãos de Cavaco Silva. O presidente dos silêncios, dos vazios, do dolce fare niente, terá agora de tomar uma decisão: eleições ou a proposta de entregar o governo informalmente a Paulo Portas. Vamos ver a fibra de Cavaco. E porque o amanhã deverá ser do PS convém reter a proposta do partido para o rumo do país, não vão no futuro negá-la, em nome do esquecimento público.