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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

30
Jul13

A lição do CDS ou a política para além do megafone.

A democracia faz-se de lições. Os partidos menores vão aprendendo os processos de emergência e consolidação dos partidos do arco governativo, bem como os seus infelizes vícios de poder. A representação parlamentar é uma escalada e uma ginástica clara. Essa é a lição do CDS para partidos como o PCP e o BE. Sem grande eleitorado e expressão social, o CDS vai sabendo jogar o jogo do poder, conhecendo os meandros, os discursos e os processos de emergência, e vai estando no governo em coligação continuada há várias décadas. A narrativa popular e a moderação discursiva conjugam-se para garantir um punhado de votos que se traduzem em assentos parlamentares e em coligação governativa. A esquerda à esquerda do PS tem muito a aprender com esta direita. A narrativa radical não conquista eleitorado. Para impor ideias é preciso agir dentro do modelo de eleição, é preciso chegar ao centro decisório. O BE e o PCP têm preferido ser partidos de contestação, de rua, de gritos, ao invés de serem partidos ativos e por dentro do arco governativo, onde poderiam exercer verdadeiro papel político-social. É uma pena, de facto.