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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

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23
Mar13

O Último Papa

A danbrownização da literatura merece ser um ‘estudo-de-caso’ para os estudos literários contemporâneos. Desde O Código Da Vinci que os thrillers literários envolvendo a Igreja Católica e segredos que abalam a estrutura desta, bem como uma componente amorosa entre os personagens centrais, são o prato forte da literatura mundial. Leves, mais ou menos envolventes pela intensidade da ação e alternando os espaços dos acontecimentos em capítulos interpolados, são assim os livros que se vendem em catadupa. A fórmula de Dan Brown que vem sendo assumida por inúmeros autores (vejam-se os thrillers de José Rodrigues dos Santos) está bem patente em O Último Papa de Luís Miguel Rocha. Porque um autor precisa de vender livros para sobreviver, o padrão comercial vê-se replicado continuamente, em prejuízo de um estilo literário mais denso, no qual se observa o perfil psicológico das personagens, a riqueza dos diálogos, a descrição das paisagens.

O Último Papa é um livro para ser lido no metro, no comboio, na praia. É um livro de descompressão, de relaxamento intelectual. Não é preciso pensar para se o compreender. Aqui está bem patente que a literatura à muito perdeu a sua função de espelho para o leitor e de narrativa de costumes, em favor do superficial. A função pedagógica da literatura desvanece-se, acompanhando o modelo assumido pelo cinema, em larga escala.

"E naquela casa, que ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias".

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