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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

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02
Set13

Dois Meses sem Facebook: conclusões.

Passei os últimos dois meses sem postar o que quer que fosse no Facebook. Deixei que a plataforma respira-se e fiz, com interesse, a experiência do vazio na mais popular rede social. Dois meses sem deitar ideias ou qualquer mensagem, a depositar o vício da escrita apenas no blogue, mas também a observar os murais alheios e a refletir sobre o mundo azul da perspetiva não-participante, ou nos termos de Vargas (2002) de participação-observação, na medida em que para observar é preciso fazer parte.

O que se torna claro, à medida em que vamos fazendo uma desintoxicação do Facebook, é o quão relativo este é, o quão pouco importa para a vida ela mesma, se optarmos por viver em vez de e-viver. Isto porque, em última análise, os amigos estão sempre à distância de um abraço ou de uma mensagem pelo telemóvel. No fundo, admita-se, o Facebook tornou-se uma ferramenta cujo enfoque não é quebrar barreiras na interação com quem nos é próximo mas numa verdadeira arma na promoção do "eu", como bem denotam Milito et. al.No fundo, o que está em causa é uma supravalorização do quotidiano próprio na experiência alheia, mesclada ao voyeurismo próprio da interação humana -- ser para mostrar, mostrar o que se quer promover.
adenda: o Arrumadinho fala sobre a infelicidade que o Facebook gera.

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"E naquela casa, que ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias".

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