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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

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04
Set13

Os Filhos da Rua.

 Marca indubitável das cidades industrializadas, figurinos de uma vida quotidiana tão invisíveis quanto as pedras da calçada. Estão lá e estarão lá, rostos sem nome, uns e outros, todos o mesmo, todos o "sem-abrigo" que nos vamos recordando no período natalício. Não entram, claro, nos discursos políticos, ou quando entram são estatísticas mediatizadas, peões de um marketing político oportunista. A forma como são politicamente usados espelha bem o desinteresse constante dos sucessivos governos. Estes filhos da rua não votam, não têm cor política nem simpatia eleitoral. Os filhos da rua são tratados como filhos da outra, essa outra também ela figurino de uma cidade sem rostos. Que falta nos fazem os Ary dos Santos que pegavam na caneta e gritavam ordem de desassossego. Vendidos à boa mesa e à vida fácil, os políticos desprezam o que não podem usar a seu favor. Afinal quem são mesmo os filhos da outra?


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"E naquela casa, que ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias".

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