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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

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16
Out13

"Para Angola rápido e em força!"

O caso luso-angolano é, como bem diz John Wolf, uma questão de realpolitik. O problema que corre camuflado, a meu entender, é por um lado a falta de definição conceptual portuguesa do que é a realpolitik, do que é a bilateralidade e acima de tudo a não compreensão que a geopolítica do «mundo não-polar» - nos termos de Richard N. Haass - é feita de novas ferramentas e novos paradigmas. A ascensão das potências outrora à margem do centro decisório alterou a relação de forças, e o passado já não está ali ao lado. A História, prova a crise, não tem servido para nos ensinar coisa nenhuma, e a realpolitik não se compadece com nostalgias. Só o rancor subsiste. Por outro lado, Portugal jamais soube levar a cabo um processo de descolonização estratégica como os ingleses. Portugal não soube transitar do colonialismo para as diplomacia. Rapidamente as velhas colónias estarão a dar a mão ao Brasil, à França e a outras potências como a China e a Rússia, recuperando aí um romantismo das lutas anticoloniais. Portugal, mais uma vez, ficará perdido nas falhas da sua própria história. Ora se D. Sebastião, pelos vistos, já não volta, as colónias já não se compadecem com a política da língua e com uma CPLP de whiskies e canapés.

"E naquela casa, que ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias".

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