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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

26
Abr13

Cavaco Silva, o Estado das Coisas ou como sou Ingénuo

Sem pejo em assumi-lo vejo Cavaco Silva como uma versão 2.0 de António Oliveira Salazar, um upgrade democratizado mas profundamente enraizado noutro momento da história. É também porque Cavaco Silva tem os dois pés e o tronco no pré-25 de Abril e o restante no pós que tenho certa aversão a vê-lo como Presidente da República. É bem verdade que o espaço político português não é vasto, mas sejamos honestos Cavaco Silva não é uma figura incontornável é ele mesmo parte da política portuguesa, como se andássemos ocupados a repetir a história num ciclo sem fim. É por isso que julgava ser consensual a sua pouca inclinação para o exercício livre da actividade governativa. Mas afinal não o é. Basta deitar o olho à caixa de comentários do 'Público', onde não só Cavaco surge como retilíneo mas também se percebe que Gaspar e seus assessores (entre eles Passos Coelho) mantêm alguma margem de manobra. Baseada no quê é que estamos para compreender. Ou então ler Paulo Cunha Porto que, com grande arte, faz de Cavaco um presidente excecional. Sugiro, por fim, uma leitura da coluna de Fernanda Câncio no DN, onde coloca em confronto Cavaco Silva consigo mesmo