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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

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06
Mai13

O Portas que Abril Abriu

O ELOQUENTE e vibrante poeta Ary dos Santos, escreve um incontornável poema intitulado "As portas que Abril abriu". Trata-se de um poema feito de lágrimas, de amor, de esperança e encantamento. Cerraria Ary novamente o punho para escrever que roubadas foram as portas que Abril abriu. Não restam dúvidas que as portas que Abril abriu foram para políticos como Paulo Portas e não apenas para idealistas como Ary. Na ânsia de ser governo Paulo Portas abriu mão de todas as suas bandeiras políticas, da proteção aos reformados até à classe média que sustenta a economia. Malabarista e contorcionista único, Portas é o principal mantenedor do governo e cabeça da oposição. E porquê? Porque para Portas o mais importante é o seu lugar na cena política. Não importa apertar a mão ao governo e piscar o olho à oposição. Não é incongruência é realpolitik. E nisso, admita-se, Portas é muito bom. No meio desta salganhada governativa, deste rumo sem rumo, Portas saberá sair sem um arranhão por entre as sebes. Mais ano menos ano estará no governo, outra vez, com o PS, e um dia vê-lo-emos como Primeiro-Ministro. A sobrevivência do contorcionista é impressionante - na Assembleia Portas senta-se ao lado de Passos Coelho, com sorriso amarelo, nas televisões faz oposição. Seja qual for o cenário político-económico português num futuro próximo, Portas virá dizer "eu bem avisei". Avisou, não fez foi nada, e isso é uma arte que ele bem domina.

 

[vale a pena ler Fernanda Câncio]

"E naquela casa, que ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias".

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