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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

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07
Mai13

A Persistência do Erro

EM GOVERNAÇÃO não se pode agir por impulsos e paixões sob pena de gerar o caos político, económico e social. Foi precisamente isso que foi feito com a moeda única. O "sonho de uma noite de Verão" tornou-se num pesadelo. A utopia de uma Europa a um tempo, sem assimetrias, e que seria uma praça financeira (modelo civilizacional idealizado sob falsos paradigmas) ruiu rapidamente. Primeiro porque a Europa é assimétrica (a economia portuguesa não é igual à alemã, francesa ou mesmo italiana), segundo porque a moeda única foi pensada em termos germânicos - a Alemanha precisa de uma moeda forte porque tal lhe permite investir com mais força no mercado estrangeiro. A ilusão durou tempo a mais e o projeto ficou a meio-termo. O federalismo é ainda utópico - importa saber até que ponto a Alemanha está disposta a olhar para os seus pares sem a lente da dominação - e assim a união bancária, financeira, judicial, etc., fica por fazer. De que serve uma moeda única que condenou os países mais frágeis à bancarrota silenciosa. Estamos a pagar os erros de uma geração de políticos umbiligados aos bancos. Christine Lagarde, que tem recuado na culpabilização dos países periféricos, alimenta ainda a utopia da moeda única. O desconhecido está lá fora. Há toda uma floresta negra para descobrir no pós-euro. 

"E naquela casa, que ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias".

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