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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

27
Mai14

António Costa.

Sempre defendi que o Partido Socialista precisava de um líder no verdadeiro sentido da palavra, algué que fosse capaz de constituir real oposição ao atual governo. O fracasso das eleições europeias deixaram, finalmente, a nu as fraquezas de António José Seguro. Não está em causa a competência emocional do atual líder do maior partido da oposição. Um político não pode ser apenas boa pessoa - e na verdade na maioria das vezes nem se quer o é - porque a política não é um lugar de obras de caridade. É um jogo de interesses, de poder e que exige fibra, capacidade de negociar, manipular e galvanizar. 

A disponibilidade de António Costa para assumir a liderança do partido peca por tardia. No panorama atual do partido é mais que evidente que somente ele poderia tomar as rédeas do partido e fazer do PS uma força política coerente e credível. No entanto, mesmo eu sendo um apreciador de António Costa e ser um potencial eleitor seu, em matéria deste como de todos os políticos não se aconselham euforias. O voto continuará a ter de ser coerente e consciente. Lembro-me bem de escrever que Obama seria sempre um melhor político e mais forte símbolo de esperança como candidato derrotado do que como presidente eleito. O poder e o exercício de governação tendem a mostrar as fraquezas e fragilidades. Agora não tenho dúvidas: António Costa está melhor preparado para ser Primeiro-Ministro que Passos Coelho e todo o seu executivo junto.