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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

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07
Jul15

“Não sou nem ateniense, nem grego, mas sim um cidadão do mundo", ou repensar a Europa, para além dos muros de Berlim.

 We hope to see a Europe where men of every country will think of being a European as of belonging to their native land, and...wherever they go in this wide domain...will truly feel, ‘Here I am at home.” Winston Churchill


As crises financeiras são oportunidades para repensar modelos ideológicos e rumos coletivos. A uma boa dose de esperança é preciso aliar uma forte dose de coragem e perseverança para romper com o status quo e apontar a um horizonte mais risonho. Para que tal seja possível requerem-se homens e mulheres que não estejam presos ao poder, amarrados a acordos silenciosos ou a ideologias fixas e casmurras. São precisas pessoas como Varoufakis, que preferem o quebrar a torcer, que é como quem diz, preferem sair a ver o que crêem fortemente ser distorcido. 

Arrastados por um programa político-ideológico edificado em favor dos bancos e outras instituições financeiras, os países europeus, em particular os intervencionados, recuperam velhos estigmas regionais e das sombras voltam a emergir as desconfianças que conduziram a Europa a duas guerras no séc. XX. Essa desconfiança que se deita no areal europeu fixa um "nós e eles" tão inoportuno quanto perigoso. Corre de boca em boca, cada vez mais sem rodeios, a proclamação de um IV Reich. O imperialismo alemão, agora pela via do capital, tem sob o seu jugo uma Europa do sul como espaço vital, entre as praias quentes e a mão-de-obra qualificada a preços de saldo, exportada por governos subservientes como o português que faz "heil" convicto a Berlim. "Orgulhosamente militantes" poderia ser o lema de Passos Coelho e Paulo Portas. 

É urgente dar um passo atrás para podermos dar dois em frente. É preciso rever os ideais que nos moveram após a segunda guerra mundial. É fundamental recriar o sentimento de pertença em cada cidadão, afastar a desconfiança, impedir uma guerra fria, evitar a edificação de muros ideológicos em torno de Berlim, e voltar a ver nos termos "cooperação", "desenvolvimento", "integração", "paz", "convivência", "rumo coletivo", palavras de ordem. A velha Europa precisa tomar a nostalgia de assalto e refazer-se, reinventar-se buscando o seus ideais mais antigos. Precisamos de um novo amanhã, nem que para isso voltemos a um maio de '68. 

"E naquela casa, que ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias".

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