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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

27
Jan16

Os blogues ainda fazem sentido?

 Exceptuando meia-dúzia de blogues-gancho, como A Pipoca Mais Doce, O Jumento ou O Abrupto, a manutenção de um blogue, no cenário português, é feita de impulsos de escrita, de uma vontade que assalta cada blogger de escrever e dar ao mundo a ler. O blogue tornou-se, desde 2003, numa plataforma privilegiada de comunicação de massas, sem custos, requerendo apenas empenho, criatividade e uma boa rede de contatos para que não se escreva para o vazio. Os blogues transformaram definitivamente o paradigma da produção de conhecimento e dos mais variados conteúdos, desde o científico ao jornalístico, passando pelo entretenimento até ao voyeurismo. Produto de uma sociedade mediática e mediatizada, os blogues foram, também, uma utopia para quem fervilha de letras e textos. Quantos milhares de posts foram atirados para o vazio cibernético? Quantos posts de qualidade ficaram por ler, camuflados por posts de alguma figura pública, mas de menor qualidade de redação? Com o advento do Facebook e do Twitter, onde a interação entre escrita-leitura-reação tornou-se imediata e simplificada, será que os blogues ainda terão futuro? Serão eles os novos sites? Não haja dúvida que plataformas como a do Sapo contribuem para o prolongamento da vida da escrita blogueira e geram um sentimento de pertença, ao destacarem textos e entrevistarem autores. Mas no cenário atual, há futuro para o blogger desconhecido?