Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

06
Mar15

Passos Coelho e a narrativa do desgraçadinho

 Não sei se muitos dos portugueses se lembrarão do "que se lixem as eleições". Entre as palavras e os atos nem sempre há coincidência em política. Melhor dizendo, raramente há. Sempre afirmando que não está agarrado ao poder, cola-se a este como uma lapa numa rocha banhada pelo sol e mar, onde a vida é boa. Este senhor que passa a vida a vender moral de que "não somos a Grécia", uma ladainha que assenta muito bem ao figurino, convém que meta mão à consciência, perante a sua terrível falha junto da segurança social, e reconheça que para todos os efeitos não somos também a Suécia - país onde, em 2006, a ministra da cultura se demitiu depois de ter esquecido de pagar a taxa de contribuição de Televisão - ou já estaríamos a eleger novo Primeiro-ministro. A prova de que está agarrado ao poder é o recurso, em desespero de causa, à narrativa do desgraçadinho, procurando ganhar a simpatia nacional pela via da sensibilização, numa altura em que afirma também o seu desejo por uma maioria absoluta. Diz Pedro Passos Coelho que nunca viveu acima das suas possibilidades e que não pagou a segurança social por falta de dinheiro. Que tamanha aritmética emocional! Esquece S. Ex.a o Primeiro-ministro que em Portugal uma fatia considerável da população tem de deixar de comer ou tomar medicamentos para pagar os impostos. Há muito de paternalismo saloio no seu discurso que tenta, por todos os meios, colar-se ao povo dizendo "sou um de vós". Ora, a maioria da população não fez vida com a bandeira do PSD na mão. Os calos dos portugueses são de trabalho, não de propagandismo. Aliás basta olhar a formação de PPC e o que não trabalhou toda a vida para se perceber que ele vive muito acima das suas possibilidades. 

 

5 comentários

Comentar post

"E naquela casa, que ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias".

Email | Blog Académico | Página Pessoal 

OS MEUS LIVROS

p-imdv.jpg

O livro está disponível para download aqui. COVER ULHT.JPG O livro está disponível para download aqui O livro está disponível para aquisição aqui O livro está disponível para aquisição através do email correio@cpcy.pt

UNS TANTOS