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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

16
Mar15

Primeiro emigrem, agora voltem.

O espetáculo da campanha eleitoral está lançado. Não é, pois, de estranhar que o velho conceito norte-americano de eleições como "corridas de cavalos" pareça, sempre, tão válido, à medida que o noticioso se torna mediatizado, e os sound-bites funcionam melhor do que os programas eleitorais. Longe vai o "que se lixem as eleições", a que já várias vezes aludi. Em política o dito ontem não produz efeito, sabendo que a memória coletiva se faz mais do que se esquece do que daquilo que se recorda. Ademais, como as mentiras eleitorais não produzem efeitos legais, isto é, os políticos não podem ser condenados por mentir ao eleitorado, vivemos numa espécie de anarquia democrática onde vale tudo para alcançar o poder (e ficar por lá). 

Depois de ter aconselhado os portugueses a emigrarem - conselho que hoje vemos sábio, uma vez que anunciava a desgraça do que seria o seu governo -, o executivo de Passos Coelho está de olho no eleitorado emigrante e lança um programa chamado "VEM", que à laia de acolhimento de braços abertos dos filhos pródigos oferece estágios aos portugueses desempregados lá fora e apoio a projetos de investimento e, numa jogada que visa captar o capital acumulado pelos emigrantes durante a emigração, forçando-os a injetarem-no em Portugal, sob a promessa de eventuais apoios financeiros a tais projetos. Esta medida, apresentada por um Pedro Lomba que confunde emigração com Erasmus, é a caça ao voto e ao dinheiro do emigrante. 

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