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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

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28
Jan16

Sermos formidáveis basta-nos (?)

Ainda em inicial leitura, este A verdade sobre o caso Harry Quebert, oferece-nos uma importante reflexão - a da inevitabilidade de querermos ser alguém. Esse alguém, naturalmente, que vai além da existência que por sua jurisdicidade confere o estatuto de ser ao sujeito. Não é esse alguém. É o alguém de facto, o sujeito pleno, em particular o sujeito de conquistas feitas. E é isso que está espelhado na personagem de Marcus Goldman, o jovem escritor de sucesso que aos 28 anos se viu transformado em celebridade com o seu primeiro livro. Mas Goldman não é fruto do acaso. Toda a sua vida foi calculada em termos de sucesso, tendo ganho no liceu o apelido de "o formidável", graças a uma série de escolhas confortáveis, como a equipa de hóquei quase sem jogadores, de atletismo com colegas com excesso de peso ou uma universidade mediana onde não teria de se digladiar como se tivesse optado por Harvard ou Yale. 

No fundo, porque todos queremos ser formidáveis, acontece-nos tomar decisões seguras, baixando expetativas que permitem, em zona de conforto, alimentar o ego e a sensação de segurança. E porque desde que nascemos habituamos-nos a sermos visitados pelos medos, vamos fechando a vida em casulos, porque seremos sempre feitos de emoções, mesmo que há luz de lampiões de calçada. 

"E naquela casa, que ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias".

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