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⊙ A Morada dos Dias

{ Horizontes. Olhares. Rumos Cruzados. Palpitações. Compassos dos Dias. }

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22
Mai14

Votar. Sim, mas em quem?

1. Domingo temos as eleições europeias, uma oportunidade que o governo vê como excelente para uma bomba de oxigénio e a oposição como válida para punir o executivo em funções. Mas para os cidadãos as eleições não devem ser momentos de prémio ou castigo. Não há em política o fator educacional, primeiro porque os partidos não aprendem com os erros, segundo porque neste show business se vive da mentira e não com base no lícito e verdadeiro. Da minha parte jamais votarei em partidos de direita, muito menos menos no PSD e CDS. O primeiro porque se permitiu mergulhar numa ideologia cega de mercado, de capitalismo selvagem e tirou o "social" do sobrenome. O segundo, porque representa o pior da política - um grupo de gente que procura a sobrevivência no mundo da governança a qualquer custo, que faz alianças com qualquer um que lhe permita manter-se no poder nem que para isso diga hoje que o verde é verde e amanhã que se trata de uma amarelo tingido pelas intempéries. 

2. Portanto, por isto e por crença ideológica voto à esquerda. Mas em que partido votar? A dúvida assome-me e consome-me. Apesar de ideologicamente "canhoto" não tenho problemas em apontar o dedo à nossa esquerda como responsável pelo atual estado de coisas. Enquanto se mantiver a lógica messiânica que reveste a esquerda portuguesa o país não poderá contar com uma alternativa robusta. A assunção religiosa da "verdade" que mina o PCP e o BE que os torna intransigentes, obtusos e estanques, impele-os a tomar o PS como arqui-inimigo, tendo desse modo de lhe ser imputadas culpas por desleixo e inação. No fundo são partidos culpados por assistir ao AVC de poltrona e nada fazerem, enquanto brandem um claro "eu bem avisei". O PS por seu turno, sem uma mão amiga à esquerda vai convivendo com os destros que correm nas suas margens, e abre portas a coligações laranjas, o que é por sinal muito mau. 

3. No entanto, as eleições que se avizinham não devem ser confundidas com votações internas. O que está em causa é o rumo da Europa. É impreterível que se dê uma virada ideológica. O mercado e os bancos não podem ser mais importantes que as pessoas. Uma vitória da direita representará a continuação do status quo vigente, de uma política pró-mercado, pró-banca, pró-bancos, de uma política do "aguenta, aguenta", da austeridade, e que se espelha perfeitamente nas palavras do luxemburguês Juncker, candidato do PPE (desta forma do CDS e PSD): “as pessoas são tão importantes como as mercadorias e o capital”. 

4. O voto é pessoal e deve ser consciente. A escolha é vossa. Não esqueçam contudo que a abstenção não é o silêncio dos inocentes é o consentimento dos calados. 

 

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"E naquela casa, que ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias".

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