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Dias Assim

Aguenta, Aguenta

Maio 13, 2021

João Ferreira Dias

— Aguenta, Aguenta — Vai recomeçar o incentivo ao crédito por parte dos bancos, fomentando o endividamento particular. As famílias (e não só) não vão conseguir pagar os empréstimos e isso vai ter o efeito que já conhecemos, com a crise de 2008, com a falência da Lehman Brothers e o efeito de bola de neve nas economias mundiais. Seria bom que tivessem aprendido algo, como a imposição de garantias mais eficazes, mas se o modelo empréstimo igual a prémio dos gestores se mantiver vamos ter uma economia a mexer artificialmente, sempre no limbo, para depois acabarmos a ouvir "aguenta, aguenta".

Teletrabalho por objetivos

Abril 24, 2021

João Ferreira Dias

— Teletrabalho por objetivos — Segundo noticia o jornal «Público», o PS admite salários em teletrabalho dependentes do cumprimento de objetivos. Totalmente de acordo, porque muitos trabalhadores há que estão em casa ocupados com a Netflix, em idas ao supermercado, e afins, e trabalham um terço do tempo com o mesmo salário. Paralelamente, o direito a desligar, o direito a um horário normal, e a um contributo para despesas ou fornecimento de equipamentos adequados em condições análogas ao trabalho presencial são direitos dos trabalhadores e devem ser objeto de acordo escrito, inclusive podendo transitar o subsídio de deslocações para subsídio de eletricidade e internet.

Micropost [74]

o turismo retomado

Março 15, 2021

João Ferreira Dias

Desde o Duque de Wellington que Portugal é um bom horizonte para os britânicos. Inversamente, Portugal acostumou-se a depender do auxílio financeiro britânico. E é assim, respeitando o costume internacional entre ambos que vamos ter novamente a ponte aérea entre terras anglo-saxónicas e as praias e adegas lusitanas. Assim, para salvar a economia nacional vamos abrir a porta ao cavalo de Tróia do vírus. Vamos lá ver qual vai ser a política em relação ao Brasil, onde cada dia traz uma nova variante do covid-19.

A manhã depois do vírus

Março 30, 2020

João Ferreira Dias

Nem mesmo durante a II Guerra Mundial a indústria esteve parada. Convém ter presente que o rescaldo da pandemia será duríssimo. Os Estados estão a apoiar as empresas procurando evitar a falência em catadupa, e a investir nos serviços nacionais de saúde tentando, no possível, dar resposta à crise humanitária que vivemos. Na manhã seguinte não será tudo igual ao que era antes. A extensão da lesão na economia dos países e a capacidade de recuperação dependerão da estratégia comunitária a ser adotada. Ou a Europa vai junta, ou a Europa enquanto ideia política acaba. As soluções simplistas dos nacionalismos vão estar à flor da pele. Soluções que passarão pelo recuo histórico dos vários países, seduzindo as populações ao regresso dos regimes autoritários. Fazer face a isso passa por incentivar de forma extraordinária a indústria, o comércio, o turismo. Apoiar de modo musculoso os setores vitais das várias economias a fim de os revitalizar. Como se de um pós-guerra se tratasse. Porque o é.

O Crescimento Económico

Julho 07, 2019

João Ferreira Dias

João Miguel Tavares, e outros comentadores de direita, refugiam-se no crescimento económico médio, face a países como a Roménia e a Polónia, para criticar o governo. Os dados estão aí, é um facto. Mas seria importante reconhecer que esses países precisam, efetivamente, de crescer muito acima do que cresce Portugal. É que se achamos que temos um país assimétrico, com clivagens sociais e económicas, vejam-se as condições desses países. Os níveis de conforto social são baixíssimos, assim como a mobilidade social. Se achamos que o nosso meio rural está subdesenvolvido, o melhor é ir ver o que se passa nesses países. Por isso, ainda bem que crescem mais do que nós, e que transformem rapidamente esse crescimento em welfare.

Micropost [7]

Quem mais orden(ha)

Dezembro 12, 2017

João Ferreira Dias

Os aumentos das tarifas dos transportes, da eletricidade, da água, das telecomunicações, etc., anunciadas com a maior das naturalidades, porque o calendário muda. É uma realidade que se explica por fatores globais e contas nem sempre claras. Malabarismos em dias nebulosos. O que torna ainda mais evidente a imoralidade do escarcéu feito em torno do aumento dos salários. Se aumenta o custo de vida tem de aumentar o salário. Mas isso não é aceite, porque coloca em causa os lucros milionários. Não é por acaso que o governo da PAF queria a redução do salário mínimo nacional. É sempre preciso sacrificar a maioria em nome da minoria detentora do poder e do capital. Não é o povo quem mais ordena, é o povo quem mais ordenha.

Cólofon

Dias Assim é um blogue de João Ferreira Dias, escrito segundo o Acordo Ortográfico, de publicação avulsa e temática livre. Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

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