Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Morada dos Dias

{ E naquela casa, que já ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias }

Covid-19 e o fim da Europa

Abril 08, 2020

A ESTRATÉGIA EUROPEIA DE ENFRENTAR ESTA CRISE  com a segunda receita (a primeira foi o incentivo à despesa por parte dos Estados em risco) aplicada à crise de 2008, isto é, de austeridade, repetindo, assim, a guerra Norte-Sul, a partir de uma narrativa ideológica de "Estados responsáveis versus Estados irresponsáveis", é uma catástrofe maior do que a devastação humana, social e económica resultante da pandemia. Isto porque se a narrativa dos "Estados irresponsáveis" conquistava, à época, algum eleitorado, fazendo respaldo, em parte, na gestão dos países do Sul da Europa, presentemente, tal narrativa responsabiliza os países mais afetados pelo vírus do Covid-19 pelos efeitos sociais e económicos do mesmo. Não é de estranhar que António Costa tenha reagido de forma tão veemente às declarações do ministro das Finanças holandês. 

Este tipo de raciocínio assume uma aura de "pretexto" que alavanca  a dissolução do projeto europeu. Isto porque, a Holanda, a Finlândia, a Alemanha e a Áustria, são países de identidade isolacionista ou com governos que expressam uma ideologia anti-comunitária. A xenofobia e a desconfiança face aos países economicamente periféricos passaram a incorporar a ideologia de governo. Uma ideologia que desconsidera o desnível entre Estados-membros como fator de risco, desnível esse presente nas dificuldades geradas pela política monetária comum. 

Assim, a ausência de uma estratégia de recuperação de natureza conjunta e elaborada tendo em vista as circunstâncias particulares dos eventos, livre de um neocolonialismo doméstico europeu concretizado em procedimentos de resgate, trará duas saídas à Europa: um ressentimento e deterioração das relações multilaterais, em resultado da implementação do modelo de intervenção-austeridade, que ao desconsiderar a circunstância da crise assume a tal feição neocolonial doméstica; ou o fim do projeto comum, com o encerramento das fronteiras, dissolução de acordos e extinção da moeda única. Este cenário servirá para pensar a lógica multilateral e a cooperação  como fruta da época do fim do muro de Berlim. Uma expectativa pueril de uma Europa conjunta.

As sombras sobre Bruxelas começam a notar-se. É tempo de líderes fortes, não apenas na Europa, mas nos países decisores. Num contexto de crescimento de soluções populistas e nacionalismos, ideologias xenófobas e racistas, onde estão esses líderes que colocarão a lanterna no final do túnel? 

Os restos do COVID-19

Abril 03, 2020

O alerta do FMI, de que poderemos ter no horizonte uma crise superior à de 2008, não é extemporâneo. A possibilidade de recessão tem de ser encarada de forma séria e antecipada no quadro das possibilidades. Os Estados não têm bolsos sem fim. Isto vai doer quando a poeira assentar. E com os Estados financeiramente mais sólidos a terem de enfrentar a ameaça da extrema-direita internamente, acabarão por faltar ao dever humanitário de auxílio desinteressado, receosos da revolta popular. Ninguém quer ajudar outrem se tal lhe parecer lesar direta ou indiretamente. Ao mesmo tempo, a prisão à moeda única impede os Estados de aplicarem políticas monetárias próprias, capazes de responder às suas vicissitudes internas. Se a União Europeia aplicar a receita de 2010 em diante, que conhecemos como «austeridade» o fim do projeto europeu avizinha-se, com o ressentimento dos países resgatados, ao caso não por gestão danosa, mas antes por maior fustigação do COVID-19.

A manhã depois do vírus

Março 30, 2020

Nem mesmo durante a II Guerra Mundial a indústria esteve parada. Convém ter presente que o rescaldo da pandemia será duríssimo. Os Estados estão a apoiar as empresas procurando evitar a falência em catadupa, e a investir nos serviços nacionais de saúde tentando, no possível, dar resposta à crise humanitária que vivemos. Na manhã seguinte não será tudo igual ao que era antes. A extensão da lesão na economia dos países e a capacidade de recuperação dependerão da estratégia comunitária a ser adotada. Ou a Europa vai junta, ou a Europa enquanto ideia política acaba. As soluções simplistas dos nacionalismos vão estar à flor da pele. Soluções que passarão pelo recuo histórico dos vários países, seduzindo as populações ao regresso dos regimes autoritários. Fazer face a isso passa por incentivar de forma extraordinária a indústria, o comércio, o turismo. Apoiar de modo musculoso os setores vitais das várias economias a fim de os revitalizar. Como se de um pós-guerra se tratasse. Porque o é.

Orban, Coletes Amarelos ou de como se tanto fez que agora tanto faz

Dezembro 18, 2018

O fluxo trazido pela globalização e pelo capitalismo glorificou as conquistas sociais económicas dos finais do séc. XX, em particular com a consolidação de uma classe média robusta, cada vez mais empoderada em resultado de uma estabilidade e crescimento económico que permitiu a elevação profissional através do boom educacional universitário. O número de licenciados disparou em flecha, e os primeiros dessa vaga conquistaram o mercado laboral de forma decisiva. Os empréstimos bancários à rédea solta, os cartões de crédito, a americanização do mundo através do modelo social baseado no consumo, glorificou um tempo que fez crer que viveríamos modernidades absolutas, nas quais as sucessivas gerações viveriam melhor do que as anteriores, e o espetro dos fascismos estaria, decisivamente, acometido a um canto da História. 

O problema é que como todas as glórias, também esta se baseou em saltos de fé, incapaz de prever efeitos micro que afetariam o macrossistema. Os chamados «descamisados» da globalização foram aumentando à medida em que o modelo capitalista perdeu a regulação e o mercado passou a ditar as regras, regras essas que foram teceladas sem fios de ética. Por baixo do aparente apogeu da sociedade de consumo como supressão de assimetrias, foi sendo escavado um fosso social em silêncio. Os efeitos europeus da moeda única rapidamente se fizeram sentir, num continente que só na cabeça dos economistas sem um olhar sociológico poderia parecer uniforme. O monstro capitalista, alimentado pela especulação e pelo crédito, não ficou saciado, e mesmo com o estourar da crise de 2008 jamais perdeu o seu apetite. A austeridade como caminho gerou uma profunda tensão social, porque aos descamisados da globalização, franjas sociais historicamente silenciosas, se juntou a classe média violentada pelos efeitos colaterais dos paradigmas político-financeiros. O "aguenta, aguenta" como modelo de governação, baseado no saque à classe média para financiar diretamente os bancos, num processo evidente de transferência de ativos, foi a gota de água para o ressurgimento dos populismos de extrema-direta. Ao mesmo tempo, o fluxo migratório contínuo, com populações dispostas a receber salários bem mais baixos, e a crise civilizacional gerada pelo avanço do sharia nas sociedades ocidentais, contribuíram, determinantemente, para um caldo sociológico perigoso, o qual permanece ignorado pela oligarquia política sediada em Bruxelas, que continua a olhar para a Europa pela lente da dívida pública e muito pouco pela lente da saúde da Democracia. Neste caldo a vapor, os discursos populistas anti-europeístas, protecionistas e nacionalistas, ganharam e ganham margem de manobra brutal, sem que Bruxelas se disponha a intervir. A receita da troika permanece prescrita, e assim irá ficar no obituário do projeto Europeu. 

Em segundo lugar, contribuindo para o agudizar do problema, está a descrença generalizada face à classe política. O distanciamento entre eleitorado e partidos clássicos é gritante, gerando um esvaziamento do centro moderado e comprometido com o projeto comum e com um modelo de sociedade liberal e progressista. A perceção de que os partidos estão comprometidos com interesses económicos, os escândalos de corrupção, e a própria perceção de que os políticos não representam os vários setores e clusters das sociedades, mas antes são selecionados por favorecimento, compadrio e corrupção interna, gera um clima de descrença e suspeição que ajuda a eleger políticos populistas. Com efeito, discursos inflamados, capazes de pegar nos mais banais silogismos para compor uma narrativa aparente, são sonantes aos ouvidos de um eleitorado descrente. 

Chegámos a um ponto em que as pessoas sacrificam a Democracia em nome de uma coisa nova, que na verdade nada mais é que uma ideia velha ressignificada. A classe política precisa compreender que tanto fez que para a população agora tanto faz. E tanto faz que arrisca eleger fascistas de forma triunfante. E o futuro não é nada risonho. 

O aperto de mão da discórdia

Abril 14, 2016

A mutabilidade cultural é um dado histórico das sociedades. Nenhuma permanece igual e todas possuem os seus fatores de mudança, a maioria dos quais em resposta a elementos exógenos. O crescimento das populações islâmicas nas sociedades ocidentais e o seu empowerment crescente estão na base de enormes dilemas culturais em inúmeras cidades do ocidente, porque colocam em cena as mudanças não como produto de processos de negociação diluída no tempo mas como processos políticos de imposição de novos sujeitos do espaço social. São atores sociais de espaços e padrões culturais distintos que não se diluem no conjunto geral mainstream mas que procuram o ajustamento dos seus modelos mesmo nos casos contrastativos. A decisão do setor educativo de Therwil na Suíça de dispensar os estudantes muçulmanos de cumprimentar as professoras, ritual educativo helvético, pode parecer um pequeno gesto de boa vontade das autoridades suíças mas não impede de pensar a decisão como uma precedência legal para outras imposições. Todos estes acontecimentos obrigam a pensar o que constitui processo negocial cultural, quais são os limites da ação legal nos processos de acomodação cultural em comunidades migrantes cujos backgrounds culturais não são maleáveis à adaptação. Sob a bandeira do acolhimento até onde podem recuar as sociedades ocidentais nos seus padrões diante de comunidades oriundas de países onde os migrantes não são alvo de quaisquer políticas de ajustamento mas de imposição? O diálogo cultural só é possível na base das mútuas disponibilidades. 

Bruxelas: a oportunidade para refundar a Europa?

Março 23, 2016

 Vivemos um momento crítico. Não é um dado novo no Velho Continente, onde as tensões marcaram a agenda internacional desde sempre. Sempre conhecemos melhor a 'paz armada' do que a paz kantiana, que a União Europeia se propôs ser. Da minha parte, sempre me propus ver a Europa pelos olhos do otimismo, pela lente da pertença regional, mais do que pela diferença local. A Europa em si é um mar de possibilidades, inclusive para velhos planos germânicos de controlo regional, em que o «espaço vital» se converteu pela moeda. 

No entanto, independentemente das diferenças políticas, a Europa desejou ser um espaço de encontros, de multiculturalismos dialogantes e menos de choques. Para tanto, era preciso saber conjugar o projeto europeu de fronteiras abertas com políticas de imigração positivas. O que sempre foi tentado. O passado colonial pesa sobre os países do Velho Continente e serve tanto para a culpabilização própria como de arma-de-arremesso quando se pretendem impor paradigmas culturais anti-democráticos mas com as vantagens sociais da democracia. Na verdade, foram políticas de desculpabilização social e cultural, embrulhadas em teorias sociológicas, a maioria delas, infelizmente, de esquerda, que promoveram o caldo sociológico responsável pelo estado atual de coisas. É claro que a guetização como paradigma urbano promovido pela direita fez o resto.

Todo o povo tem direito à manifestação dos seus atavismos culturais. A diferença é a base da riqueza humana que a Antropologia tem sabido -- depois de deixar as teorias evolucionistas caírem -- expor. Por isso ela deve ser celebrada mas recontextualizada, como foi o caso dos costumes africanos transpostos ao Novo Mundo durante o comércio de escravos, os quais diante dos grandes constrangimentos e infortúnios sociais, políticos e económicos, souberam sobreviver e adaptar-se. O multiculturalismo é a aceitação de todos, não a imposição de uma minoria sobre os demais. O Ocidente é o locus do bem-sucedido melting pot, não o novo território para a sharia com os benefícios locais. Não se chama adaptação exigir os direitos e abdicar dos deveres. Mesmo como turistas temos de nos adaptar a países árabes, porque estes como emigrantes não têm de o fazer? Felizmente há muitos países, como Portugal, onde a convivência é exemplar, com as devidas adaptações e capacidades de acolhimento.

Portanto, refundar a Europa jamais deverá passar por repensar a supressão de fronteiras e ainda menos as culturas europeias. A cultura europeia adaptou-se, soube conviver com a diferença, mantém-se mutável e permanentemente revisora dos seus paradigmas de modo a saber acolher a diferença. É preciso que a diferença tenha interesse sem se adaptar, porque a modernidade é um jogo de adaptações, seleções de elementos e escolhas culturais dos povos em movimento. 

A Parcial Democracia do Velho Continente

Novembro 06, 2015

Parcialidades. É exatamente assim que vai Portugal e a Europa, depreende-se dos comentários de determinados analistas políticos, do Presidente da República ou do líder do Partido Popular Europeu. A toda esta onda de histeria coletiva que varre o Velho Continente, junta-se a corrente humana em torno da Assembleia da República pedindo um compromisso alargado entre PSD, CDS e PS, pedindo, em fim, que o Partido Socialista dê a mão ao governo, que se mantenha dentro do status quo, que faça o contrário do que os outros fizeram para que a troika entrasse em Portugal. Percebe-se, claramente, que há na Europa ainda muitas fantasmas. Resquícios de um outro tempo. Sebastianismo e messianismos barrocos. Exaltações amnésicas. São os mercados temerosos, o capitalismo sem rosto que segue esbaforido, é a Democracia de cristal construída após a Guerra a vacilar. A caça às bruxas nunca desapareceu. O eminente acordo entre o PS, BE e CDU reaviva os estereótipos do "perigo vermelho". É um mal que vem ao mundo, é o fim dos tempos, é o Apocalipse bíblico. É como se não tivesse sido um acordo entre tais partidos a permitir, décadas atrás, por exemplo, a criação do Serviço Nacional de Saúde. Pior. É como se a Democracia só fosse possível, na Velha Europa, através dos partidos engravatados. Partidos, aliás, que vão em na linha do que escreveu Alexandre O'Neill, «País engravatado todo o ano, e a assoar-se na gravata por engano». Não há Democracia, portanto, em Portugal, que não passe pelo PSD e/ou CDS no poder. Somente eles assumem o papel de estabelecer a ordem e a moral. Tudo o mais são vozes da oposição, vozes que deveriam ter ficado silenciadas no tempo. Porque a Democracia é para pessoas "às direitas". 

Por um amanhã europeu

Julho 13, 2015

 A urgência de repensar a Europa é clara. A moeda única foi um nado-morto mantido a balões de oxigénio por teimosia parental. Salvar o projeto europeu de ficar como um produto de um tempo pós-guerra passa por deixar cair uma moeda que empurrou o custo de vida da maioria dos países para valores na ordem do dobro, mantendo os salários quase na mesma, obrigando os cidadãos a pagar acima das possibilidades. Merkel fala na cedência da soberania ao capital, sacrificando a existência ao altar na prosperidade dos bancos e do sistema financeiro. Toda esta narrativa do espaço vital financeiro está nos antípodas do ideal europeu, mesmo que não pareça.

“Não sou nem ateniense, nem grego, mas sim um cidadão do mundo", ou repensar a Europa, para além dos muros de Berlim.

Julho 07, 2015

 We hope to see a Europe where men of every country will think of being a European as of belonging to their native land, and...wherever they go in this wide domain...will truly feel, ‘Here I am at home.” Winston Churchill


As crises financeiras são oportunidades para repensar modelos ideológicos e rumos coletivos. A uma boa dose de esperança é preciso aliar uma forte dose de coragem e perseverança para romper com o status quo e apontar a um horizonte mais risonho. Para que tal seja possível requerem-se homens e mulheres que não estejam presos ao poder, amarrados a acordos silenciosos ou a ideologias fixas e casmurras. São precisas pessoas como Varoufakis, que preferem o quebrar a torcer, que é como quem diz, preferem sair a ver o que crêem fortemente ser distorcido. 

Arrastados por um programa político-ideológico edificado em favor dos bancos e outras instituições financeiras, os países europeus, em particular os intervencionados, recuperam velhos estigmas regionais e das sombras voltam a emergir as desconfianças que conduziram a Europa a duas guerras no séc. XX. Essa desconfiança que se deita no areal europeu fixa um "nós e eles" tão inoportuno quanto perigoso. Corre de boca em boca, cada vez mais sem rodeios, a proclamação de um IV Reich. O imperialismo alemão, agora pela via do capital, tem sob o seu jugo uma Europa do sul como espaço vital, entre as praias quentes e a mão-de-obra qualificada a preços de saldo, exportada por governos subservientes como o português que faz "heil" convicto a Berlim. "Orgulhosamente militantes" poderia ser o lema de Passos Coelho e Paulo Portas. 

É urgente dar um passo atrás para podermos dar dois em frente. É preciso rever os ideais que nos moveram após a segunda guerra mundial. É fundamental recriar o sentimento de pertença em cada cidadão, afastar a desconfiança, impedir uma guerra fria, evitar a edificação de muros ideológicos em torno de Berlim, e voltar a ver nos termos "cooperação", "desenvolvimento", "integração", "paz", "convivência", "rumo coletivo", palavras de ordem. A velha Europa precisa tomar a nostalgia de assalto e refazer-se, reinventar-se buscando o seus ideais mais antigos. Precisamos de um novo amanhã, nem que para isso voltemos a um maio de '68. 

A Grécia e a UE ou "nós e eles"

Julho 03, 2015

 Um dos principais problemas da chamada "zona euro" foi ter concebido, tragicamente diga-se, os seus membros a partir da ideia de equidade económica. À boleia de um projeto unificador foi-se alimentando uma utopia que não tardaria a desmoronar-se e a traduzir-se num caos que é hoje o pano de fundo da região. Ao nivelarem-se os países pela principal potência económica e assim política, a Alemanha, criou-se a perceção de que se caminhava em igual ritmo. Que terrível engano! Ora, não só se deterioraram os ideais europeus gerados desde o pós-segunda guerra, a reboque de uma situação económica e financeira insustentável derivada, como sabemos, de uma política de austeridade cujo principal objetivo é o enriquecimento do sistema bancário alemão, como se abriu uma nova ferida sob cicatriz há muito fechada. Há dias, a propósito do referendo grego, dizia um cidadão helénico que "a Europa tem medo do referendo". Este discurso "nós, eles" encontramos, igualmente, em Portugal:  "Na Europa...". Isto é sinal de que o projeto europeu está ainda por ser realizado. É sinal, ainda, de que é impensável manter a Europa unida, sem um clima de desconfiança que conduziu às duas grandes guerras do nosso tempo, sem uma política de integração, cooperação e diálogo reais, onde os ganhos da "mão invisível" não sejam o motor da interlocução. O horizonte é que "nós, os europeus" se torne "Nós e os europeus". 

subscrever feeds

Cólofon

A Morada dos Dias é um blogue de João Ferreira Dias, escrito segundo o Acordo Ortográfico, de publicação avulsa e temática livre. Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.