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A Morada dos Dias

{ E naquela casa, que já ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias }

"assim se vê a forca do PC"

Outubro 16, 2019

A prontidão com que o PCP se desenvencilha da Geringonça, deixando a ideia de que não houve um acordo mas um entendimento ao longo da última legislatura, revela uma interpretação superficial dos resultados eleitorais, que desconsidera as alterações políticas da sociedade. Uma fatia do seu eleitorado histórico já faleceu e a renovação geracional é ténue. As lutas de Esquerda já não são apenas da ótica proletária, mas de questões LGBTI, de minorias étnicas, e outras questões sociais sobre as quais o PCP tem uma visão quase ruralista. As gerações mais jovens não se reveem em Jerónimo de Sousa e na agenda do partido, encontrando mais representatividade no BE e no Livre. Acrescente-se que o próprio BE tenderá a assumir uma posição mais euro-participativa, ou arrisca-se a ver o seu eleitorado migrar para o Livre.

O bloco que sustenta o muro

Maio 04, 2019

Catarina Martins fala em precipitação do governo. Compreende-se que o BE receie o ónus do fim das parcerias à Esquerda. Tal seria eleitoralmente trágico para o BE e vantajoso para o PS se António Costa fizesse disso tema de campanha. Ora, como o BE até tem vontade de ser governo e gostou da geringonça está, naturalmente, preocupado que o governo se demita, pois sabe que em hipótese alguma conseguirá formar um entendimento com a Direita. Uma coisa são medidas eleitorais no Parlamento, outra diferente é a formação de um entendimento sustentável.