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A Morada dos Dias

{ E naquela casa, que já ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias }

29
Mai19

A Guerra à Huawei

A guerra tecnológica continua, camuflada por uma narrativa de espionagem e segurança nacional. Este boicote americano à Huawei não passa de uma reação norte-americana ao exponencial crescimento qualitativo dos equipamentos da gigante chinesa. Dos telemóveis, aos tablets, passando pelos computadores portáteis. A tecnologia de topo da empresa chinesa ameaça a Apple. Em segundo lugar, estamos diante de um cenário de guerra comercial, uma vez que a Huawei tem vindo a aumentar exponencialmente a venda de telemóveis, inclusive em matéria de exportação, ao passo que a Apple vem registando uma drástica quebra nas vendas. Quando a isto se associa um combate ideológico ao comunismo, temos uma oportunidade única para os EUA protegerem uma empresa que já fez coisas fantásticas.

09
Set13

Síria: novo palco, velha lógica?

Os atentados aos direitos humanos são altamente condenáveis e devem ser alvo de uma intervenção. Na Síria, na China, na Coreia do Norte, em África. No entanto, o que a realpolitik nos vem ensinando é que os direitos humanos vêm muitas vezes como pele de cordeiro sobre o corpo do lobo. Sabemos bem que os Estados-Unidos da América vivem num mundo onde a «paz kantiana» não tem lugar. O alinhamento político norte-americano é traçado nos termos "connosco ou contra nós". 

Ora, independentemente do alinhamento de Obama pela paz, pela Democracia, e à «esquerda», a verdade é que há forças nas sombras que embalam o governo tanto ou mais que o presidente. Não haja dúvida que a guerra no Iraque e no Afeganistão tinha as indústrias do petróleo e do armamento como grandes fomentadoras. Por isso, tenho algumas dúvidas quanto a esta guerra na Síria. Não será esta uma manobra para relançar a economia norte-americana? Basta lembrar que a guerra contra a Al-Qaeda é uma guerra do criador contra a criatura, sabendo que os EUA guarneceu esse movimento no período da guerra-fria. E os interesses em jogo que fazem da Síria zona privilegiada? De um lado os interesses da Turquia, apoiada pelos EUA, representando os sunitas, e do outro lado os interesses do Irão como representante dos xiitas. 

Nada é linear. As mortes continuam. A intervenção colocará fim a um regime? Que realidade ficará depois da poeira assentar? Há muitas dúvidas no ar.