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Livros

06.12.18

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Com o Natal à porta, quem não gosta de receber livros? Obrigado à www.jbnet.pt por esta oferta. Leituras diversificadas, para todas as idades. 

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Escrevi este romance como um sentimento de obrigação, para comigo e para com as pessoas que o viveram. Por isso é em parte ficção, em parte factos reais. Trata-se de uma viagem que dura 50 anos, cruzando gerações, mas mantendo um fio condutor: o amor. Não é, contudo e apenas, uma estória de amor, é um romance de costumes, uma visita aos portugueses emigrantes, ao Agosto quente. Há queridos meses de Agosto que podem tornar-se tragédia. O livro está disponível para download ali: http://www.elivros-gratis.net/livros-gratis-literatura-estrangeira.asp

 

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Ainda em inicial leitura, este A verdade sobre o caso Harry Quebert, oferece-nos uma importante reflexão - a da inevitabilidade de querermos ser alguém. Esse alguém, naturalmente, que vai além da existência que por sua jurisdicidade confere o estatuto de ser ao sujeito. Não é esse alguém. É o alguém de facto, o sujeito pleno, em particular o sujeito de conquistas feitas. E é isso que está espelhado na personagem de Marcus Goldman, o jovem escritor de sucesso que aos 28 anos se viu transformado em celebridade com o seu primeiro livro. Mas Goldman não é fruto do acaso. Toda a sua vida foi calculada em termos de sucesso, tendo ganho no liceu o apelido de "o formidável", graças a uma série de escolhas confortáveis, como a equipa de hóquei quase sem jogadores, de atletismo com colegas com excesso de peso ou uma universidade mediana onde não teria de se digladiar como se tivesse optado por Harvard ou Yale. 

No fundo, porque todos queremos ser formidáveis, acontece-nos tomar decisões seguras, baixando expetativas que permitem, em zona de conforto, alimentar o ego e a sensação de segurança. E porque desde que nascemos habituamos-nos a sermos visitados pelos medos, vamos fechando a vida em casulos, porque seremos sempre feitos de emoções, mesmo que há luz de lampiões de calçada. 

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Em Leitura

18.01.16

 

 

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MAIS  DO QUE Professora de literaturas eslavas na Universidade de Harvard, Svetlana Boym deixou um legado entre as artes multimédia, a história, a psicologia, a antropologia e a literatura. Um caleidoscópio intelectual inquestionável. Enquanto russo-americana, Svetlana foi capaz de trazer a experiência de emigrante de segunda geração e a convivência com a comunidade russa nos Estados-Unidos para dentro da produção científica, em particular no seu incontornável The Future of Nostalgia, obra inspiradora e que convida à reflexão metodológica do 'gesto etnográfico', para usar um termo de João de Pina Cabral, ao mesmo tempo que traz a questão das experiências nostálgicas, suas dimensões sociológicas, suas narrativas, seus lugares entre os afetos, a memória e o esquecimento para um trabalho profundamente antropológico. 

Boym, falece, em agosto de 2005, semanas depois de ter terminado a leitura de tão notável obra, à qual cheguei numa altura em que preparava as referências bibliográficas para a minha tese de doutoramento, precisamente sobre os sentimentos nostálgicos, não em relação aos emigrados, mas num contexto não antes estudado -- em comunidades religiosas onde a memória atua como sinónimo de «tradição». Boym perdeu a batalha para o cancro, mas graças à sua obra, a sua morte nunca houve. 

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A excelente entrevista de Carlos Vaz Marques, no programa "Pessoal e Transmissível" da TSF, à escritora ibo-nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, autora de livros como Meio sol amarelo ou Americana, deixou-me a pensar na questão da identidade racial. Do ponto de vista da antropologia a raça é uma categoria em desuso, porquanto representa a herança de uma leitura evolucionista das sociedades. Como a autora refere, a etnicidade é algo que está bem patente na Nigéria, onde se é hauçá, yorùbá (e dentro desta uma variedade de identidades como Ijèsa, Kétu, Òyó, entre outras) ou ibo. Mas nos Estados-Unidos, sobre o qual versa o romance Americana, a questão coloca-se de forma diferente. A noção de «raça» permanece operatória. Por isso vale a pena pensar nas palavras de Chimamanda, ainda no programa da TSF, quando esta diz que "quando alguém fala de cultura quer dizer raça". Esta noção de código linguístico não é de somenos importância conquanto expõe os estereótipos subliminares, referenciais amplamente distante de uma noção académica de cultura. Não há quietude académica diante de conceitos vivos. 

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Madrugada Suja.

14.10.13

Terminei a leitura de Madrugada Suja de Miguel Sousa Tavares. Começo por dizer que gostei e posto isto digo que não olho para a obra como um romance. A forma como MST construiu a história é banal; sem ser má, não é também de extraordinária riqueza literária. Por isso, não é na força da criação literária que reside a mais-valia da obra. As histórias de amor e desamor pouco interessam a não ser como pretexto para tudo o mais. E tudo o mais é exatamente o central de Madrugada Suja, esta peça de jornalismo em jeito de romance, esta crónica em centenas de páginas, um retrato fiel e cuidadoso da corrupção portuguesa tecida na banca, nas empresas em offshorena gestão autárquica, nas empresas turísticas, na construção, na política nacional. Os jogos de poder, os maus investimentos ao longo de décadas, os dinheiros europeus usados em proveito próprio, as auto-estradas, as PPPs, a agricultura e as pescas. O Portugal pós-25 de abril está todo ali, preto no branco. E, como diz ML Goucha, este é livro com um "quê de queixotesco". Recomenda-se esta crónica de MST.

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A Louca da Casa.

15.09.13

Há uns anos li A Louca da Casa de Rosa Montero, com algum desdém diante do rosa da capa e do apelo feminista que esta transmite. Puro engano. A Louca da Casa é uma excelente viagem ao mundo da criação literária através da própria vida de Rosa Montero. Um mergulho no ato de escrever, na influência da experiência de vida na criação literária, bem expressa na relação de Rosa Montero com o chão da casa onde cresceu. Este é, então, um convite à reflexão sobre a vida, sobre a intimidade e a emotividade da escrita. Vale a pena.

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Depois da leitura de Ave de Mau Agoirocontinuei pela literatura sueca com este Sangue Vermelho em Campo de Neve de Mons Kallentoft. De salientar que entre Mons Kallentoft e Camilla Läckberg parece haver um continuo de escrita. A obsessão pela trama policial em torno de homicídios, a meio de uma Suécia com as suas assimetrias e especificidades sociais e geográficas, é uma constante que encontramos também na produção televisiva com Wallanderpermitindo-nos assim compreender o eixo temático das narrativas suecas. Longe de ter um final arrebatador e de ser uma história de profundidade psicológica ou social, Sangue Vermelho em Campo de Neve é contudo um bom livro, seguindo o vigente modelo internacional de contar histórias.

 

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Um policial com paisagem sueca, de Camilla Läckberg, que nos coloca na rota dos traumas de infância e a forma como estes definem as personalidades dos sujeitos, ao estilo da série televisiva "Mentes Criminosas". Com um toque feminino expresso no ênfase às personagens do mesmo sexo e ao casamento entre o talentoso investigador Patrick e Erica, Ave de Mau Agoiro é bom policial, com um enredo que nos prende, ao mesmo tempo que consegue espetar uma farpa coerente aos reality shows e à fama artificial contida em tais fenómenos de massas.

Uma última nota para os trânsitos entre capítulos que apesar de massudos nos vão traçando um roteiro pelo perfil psicológico dos criminosos. Lê-se de um trago. 

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