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A Morada dos Dias

{ E naquela casa, que já ninguém conhecia a idade, era como se os dias não fossem dias }

A era da pós-verdade

Janeiro 04, 2020

A era da pós-verdade, da verossimilhança, dos factos alternativos, resume-se numa frase clássica: não deixar que a verdade estrague uma boa história.

Como escrevia Mattelart, em História da Ciência de Informação (2006), a noção de information overload (excesso ou sobrecarga de informação) diz respeito a uma elevada taxa de entrada de informação nas sociedades urbanas que impossibilita o eficaz tratamento da mesma. Com isto, estamos diante de uma circunstância social na qual o caudal de informação peca por excesso, e o frenesim da obsolência e a ética do instante, termos de Chesneaux, em Modernidade-Mundo (1996), não se compilam com a verificação das fontes, dos factos e a necessidade de reflexão individual sobre os fenómenos. Esta situação é responsável por produzir o conceito de «pós-verdade», o aspeto mais marcante da sociedade digital em que vivemos.

O excesso de informação gerou uma necessidade seletiva, acelerada pelas redes sociais e os seus reduzidos caracteres, enfatizando o impacto das “gordas” dos jornais (títulos e subtítulos) e dos soundbites. Conforme McCallam no seu artigo “Les «petites phrases» dans la politique anglo-saxonne” (2000) e Le Séac’h em “La petite phrase: d’où vient-elle? Comment se propage-t-elle? Quelle est sa portée réelle?” (2015), o soundbite apresenta-se como uma espécie de provérbio moderno de ação política, que funciona por si mesmo e como fim em sim mesmo.

Desta conjugação compreende-se que a não verificação dos conteúdos informativos é um problema em “bola de neve”. Sabemos que tais conteúdos são partilhados massivamente, e que produzem um caudal excessivo de desinformações e erros factuais, uma vez que muitos dos meios de comunicação falham em apresentar títulos noticiosos que correspondam ao conteúdo da informação, uma falha deontológica e ética jornalística de forte repercussão social.

Com isto temos um caldo mediático e social favorável à germinação da «pós-verdade». Ora, por «pós-verdade» entende-se, nos termos do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa,

Conjunto de circunstâncias ou contexto em que é atribuída grande importância, sobretudo social, política e jornalística, a notícias falsas ou a versões verosímeis dos factos, com apelo às emoções e às crenças pessoais, em detrimento de factos apurados ou da verdade objectiva (…). Informação que se divulga ou aceita como facto verdadeiro devido à forma como é apresentada e repetida, mas que não tem fundamento real.

Desta clara e objetiva definição sobressaem duas categorias analíticas centrais: verossimilhança e crenças pessoais. É dessa combinação entre factos alternativos, i.e., que possuem verossimilhança e crenças pessoais que se entende o efeito devastador, mas operatório na ação política da «pós-verdade».

No seu livro Post Truth: Why We Have Reached Peak Bullshit and What We Can Do About It (2017) Davis mostra que a necessidade de posicionamento dos cidadãos individuais e anónimos face aos atores públicos e ao mundo novamente maniqueísta e bipolarizado que vivemos é mais importante do que o deslindar dos factos. Por outras palavras, os discursos políticos são relevantes, cada vez mais, não pela sua capacidade de acederem ao conteúdo dos factos, portanto pela verdade que contêm, mas antes por darem corpo ao conjunto de crenças pessoais e grupais. Nesse sentido, os fenómenos sociais são manipulados a fim de darem sentido aos discursos, ao invés dos discursos refletirem os factos sociais. A «pós-verdade», então, corresponde à interpretação e adulteração dos dados e factos a fim de compor uma narrativa alternativa ou de os fazer caber numa ideia de realidade. Trata-se, portanto, da ideologia de grupo que se quer assegurada, já não pela recomposição do passado de que falava Triaud em “Lieux de mémoire et passés composés” (1999), mas pela reconfiguração do presente.

Tudo isto tem estado presente na ação política de Donald Trump, Boris Johnson, Jair Bolsonaro e André Ventura, para citar apenas alguns casos. Os seus eleitores não têm tido problema em declarar que o facto de mentirem em nada altera a sua confiança política ou intenção de voto. É reconhecido valor político na mentira para efeitos eleitorais. Isto condiz com uma nova forma de participação dos cidadãos na política, mais ideológica do que nas últimas décadas. As notícias e os conteúdos produzidos para efeitos de desinformação (fake news) passam a estar ao serviço da eleição de políticos que reivindiquem valores e políticas nacionalistas e que se aproveitam dos preconceitos outrora silenciosos.

Nem a manipulação dos dados relativos ao desemprego nem o tráfico de influências que está na base do processo de impeachment em curso são problemáticos para o eleitorado fiel de Donald Trump, na sua maioria um eleitorado rural, de baixa escolaridade, de situação económica instável, evangélico e racista, que melhor apreende os soundbites de Trump do que os discursos de Obama. Vários eleitores de Boris Johnson declararam, nos últimos dias da campanha eleitoral de 2019, que não estavam preocupados com as incongruências dos discursos do líder conservador, o mais importante era concretizar o Brexit. Os eleitores de André Ventura não parecem preocupados com o paradoxo da sua tese de doutoramento e dos seus discursos sobre os ciganos, nem com o facto desses discursos serem discordantes da realidade, ou de defender um combate à corrupção e ter apresentado candidatos europeus com processos judiciais por prática de corrupção. Não foi problemático que André Ventura tivesse sido apanhado de surpresa com o programa de destruição do Estado Social do seu partido. Os eleitores de Bolsonaro não se preocuparam com a sua apologia da ditadura militar ou com as soluções radicais do seu programa de governo em matéria de privatização de todos os recursos naturais do país e de ataque ao ensino. Tanto num caso como no outro, o mais relevante foi a presença de narrativas que traduziam o racismo, a homofobia, o ataque ao multiculturalismo, coincidentes com as aspirações de tais eleitorados.

A era da pós-verdade, da verossimilhança, dos factos alternativos, resume-se numa frase clássica: não deixar que a verdade estrague uma boa história.

* publicado também ali.

Brexit

/ Boris Johnson vai com tudo contra a Democracia /

Agosto 28, 2019

A novela do «Brexit» dura mais capítulos que um enlace mexicano dos anos de 1990. É uma coisa demorada, passada a ferro vezes sem conta, esgotada e espremida até à exaustão. Um problema, enfim, onde os políticos ingleses se foram meter, reforçando as trincheiras ideológicas entre multiculturalistas e conservadores simpatizantes da alt-right. Agora, sob a batuta de Boris Johnson, exemplar do político dos tempos que correm -- volátil, sem ideologia definida, oportunista e populista --, o atual governo inglês tenta romper de vez com os princípios democráticos, instalando um sistema política de causas populistas, ao requer à Rainha a suspensão do parlamento. Uma medida extrema de quem acredita que a Democracia, feita de negociações e entendimentos, é para os fracos. 

Micropost [11]

A educação segundo Bolsonaro

Março 22, 2019

Tendo por base um estudo do ministro da Educação, Jair Bolsonaro afirma que as crianças apoiadas pelo Estado são menos desenvolvidas intelectualmente. Ao que parece o estudo não existe, sendo, apenas, uma metáfora para dar um ar de acuidade a uma opinião. Ora, se é verdade que o ensino público padece de vários problemas, também é verdade que as famílias apoiadas geraram uma nova classe média brasileira e uma nova geração intelectual oriunda de famílias de baixa renda, como é o caso da nova geração intelectual negra. Por outro lado, o ensino privado não garante, necessariamente, o desenvolvimento intelectual se o ambiente familiar for limitado. Basta ver que ele olhe para dentro de sua casa. 

A prisão de Temer

Março 21, 2019

No auge da necessidade de sobrevivência política, o PT fez um acordo como diabo, fazendo de Michel Temer vice-presidente. Com a necessidade de estancar a sangria do processo Lava-Jato, Temer foi o aliado central no golpe de Estado suavizado nos termos do impeachment. No entanto, a investigação do Lava-Jato não cessou, e apesar de ter sido cogitado para Embaixador, primeiro em Portugal, depois em Itália, a fim de obter imunidade diplomática, Michel Temer é, agora, apanhado na corrente que não conseguir secar. Aguardemos pelos procedimentos legais que se seguem e se ele irá, efetivamente, cumprir pena, e se haverá algum tratamento diferenciado face a Lula. Certamente será preciso esperar pelo pós-Bolsonaro para ver Eduardo, Flávio e toda a turma do laranjal tomar o mesmo caminho. 

Ainda a Venezuela

Fevereiro 25, 2019

O maniqueísmo com que se vê tratada a questão da Venezuela é de enorme ingenuidade e só serve para alimentar a perceção de uma nova guerra fria. Isto nada tem a ver com ditadura comunista versus democracia. Nem a Venezuela é uma ditadura clássica, nem os EUA são particulares guardiões do princípio democrático. Como bem sabemos, o neo-liberalismo não se compagina com ajuda humanitária. Isso é um logro. Se assim fosse, não haveria mais de 40 milhões de americanos a viver abaixo ou no limiar da pobreza. Tudo isto é uma guerra pelo recurso que mantém viva a máquina imperialista norte-americana e os seus aliadas. O segredo está em saber como mover as peças certas para que o petróleo permaneça nas mãos mais suaves para o Ocidente. Não é realpolitik é apenas a lei da sobrevivência e do mais forte. Hoje é o petróleo a ordenar o mapa das relações internacionais, amanhã será a água.

A Venezuela e Henrique Raposo

Fevereiro 05, 2019

Henrique Raposo é um cronista conservador. Nada contra. O problema é quando se confunde a posição de conservador com o apego aos extremismos moralistas e ideológicos. Na sua última crónica no Expresso, para poder atacar Maduro, confunde socialismo com regimes autoritários que derivaram do socialismo. Para ele, existe uma relação direta entre socialismo e ditadura. O problema é que este tipo de argumento populista é incapaz de explicar as ditaduras de direita, para além de ser incapaz de perceber o socialismo nas suas dimensões democráticas. Para este pilantra do raciocínio, só existe um modelo de sociedade possível e funcional: o do liberalismo, modelo esse que, aliás, tem feito maravilhas pela inclusão social e pela paridade. O maniqueísmo é tão decadente que virou kitsch. 

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[para que não sobrem dúvidas: não apoio Maduro]

Micropost [10]

Janeiro 25, 2019

Como se previa, até pelas declarações apressadas de Flávio Bolsonaro, meses atrás, a Venezuela é o palco escolhido para o confronto ideológico entre a aliança em torno de Trump e o eixo russo-chinês. Seja qual for o desfecho, a Venezuela continuará sem a sua autodeterminação. Estamos diante de um jogo geopolítico. Não é, nem jamais foi, o povo venezuelano a razão das coisas.

Brasil: de um novo mapa político-social a um Haddad encoberto

Outubro 19, 2018

As eleições presidenciais brasileiras traçaram um novo mapa sócio-político no país. A intensa campanha anti-petista, baseada não apenas nos escândalos de corrupção, mas igualmente num elevado número do que hoje se designa por fake news, associada a um clima de medo permanente derivado do elevado crime que assola o país, permitiram a emergência de Jair Bolsonaro, um candidato cuja campanha eleitoral se baseia num discurso misógino, racista, anti-LGBT e pró-ditadura militar. O apoio declarado das principais Igrejas neopentecostais -- gerando uma onda messiânica em torno do mártir Bolsonaro -- e uma nostalgia nebulosa do período da ditadura militar, cozinharam o caldo sociológico para que Bolsonaro surgisse envolto na aura de "salvador da Pátria". O seu discurso militarizado serviu para alimentar clusters sociais tendencialmente extremistas e perigosos, que encontraram uma figura que personifica o seu ideal fascista. Ao mesmo tempo, as elites brasileiras, que viram as classes mais desfavorecidas conquistarem direitos sociais que lhes pesaram nos bolsos, equilibrando ligeiramente a balança social e permitindo uma brisa de mobilidade social, encontraram em Bolsonaro a narrativa ideal, ao anunciar o fim do 13º mês, da bolsa família, dos direitos das domésticas, do direito a férias, das cotas raciais nas universidades públicas, e outras iniciativas do governo do PT que permitiram colocar uma tábua sobre o fosso entre ricos e pobres, brancos e negros no Brasil. Todas essas iniciativas sociais foram essenciais no enfatizar de um sentimento anti-PT enquanto pretexto para uma nova velha ordenação social brasileira, historicamente demarcada entre a Casa Grande e a Senzala. Todavia, a insatisfação anti-petista é uma estratégia, uma oportunidade política que permite revitalizar aspirações ditatoriais. Isto porque, Bolsonaro não era a única alternativa a Fernando Haddad -- que estaria, por exemplo, em Ciro Gomes ou na menos popular Marina Silva --, mas era, sem dúvida, a única alternativa anti-democrática.

Portanto, não restam dúvidas do que está, efetivamente, em causa nestas eleições, as quais vêm sendo marcadas pelo histerismo que, em alguns lugares, descambou em violência, tendo ocorrido, no dia de ontem, o homicídio de um mestre de capoeira, de 63 anos, em Salvador da Bahia, depois de declarar, num bar, ter votado em Fernando Haddad. No Rio de Janeiro, em alguns locais de voto, foi montada uma coação, perfeitamente ilegal, com vista à obtenção de votos em favor de Bolsonaro. As fake news, em torno do candidato do PT multiplicaram-se. Tratam-se de casos que evidenciam um clima que faz pano de fundo de uma nova ordenação político-social brasileira. Seja qual for o próximo presidente do Brasil, o mapa ideológico brasileiro estará fortemente bipolarizado. Está, novamente, em frenética ascensão um cenário de fronteiras traçadas a linhas espessas. 

O Brasil está, hoje, dividido, não entre anti-petistas e petistas, mas entre pró-regime militar e anti-regime militar. Acautelo-me ao uso do termo fascistas, por considerar que, e em cuidada análise, uma larga maioria dos eleitores de Bolsonaro não possui o manual de informação capaz de compreender o que está em jogo com o fascismo, nem é exatamente isso que esse eleitorado deseja, mas antes um regime onde sacrifiquem a sua liberdade (da qual têm pouca consciência) para poderem usufruir de uma (falsa) sensação de segurança. 

 

Nem o PT é o Demónio, nem Haddad é Lula

A demonização do Partido dos Trabalhadores (PT) resulta de uma estratégia de concertação de forças políticas, religiosas e imprensa conservadora com vista a restauração de uma sociedade cavada num fosso étnico-cultural. Num plano das utopias políticas, o Messias Bolsonaro foi apresentado como o homem que restauraria a ordem, o progresso e a moral cristã num país onde a franja religiosa evangélica é, cada vez mais, o próprio couro cabeludo. A coincidência das agendas políticas e religiosas fecundou uma oportunidade perfeita. Justapôs-se o perigo vermelho do comunismo ao vermelho do demónio. O problema é que o PT não é o demónio. Efetivamente marcado pela corrupção e por uma ineficiente gestão de Dilma Rousseff, a era do PT foi, também, caraterizada por enormes avanços sociais e por políticas educacionais tremendas, como a bolsa família, as cotas raciais, o ensino da cultura afro-brasileira e ameríndia nas escolas, entre inúmeras outras, que permitiram o surgimento de uma geração escolarizada entre as classes historicamente desfavorecidas e um ajuste com a história brasileira varrida para debaixo do tapete sob o epíteto do branqueamento social e cultural. Evidentemente fracassado em algumas matérias, os governos do PT foram determinantes num virar de página de um Brasil economica e culturalmente racializado, em particular ao nível das instituições. Enquanto isso, nos lares mais favorecidos crescia um sentimento de insatisfação. Os episódios de manifestações nas universidades pedindo o fim das cotas raciais, sob o lema "não queremos negros aqui", foram prova declarada do que estaria em marcha. 

Ora, além da demonização do PT, a campanha pró-Bolsonaro é marcada pela coincidência entre Lula da Silva e Fernando Haddad, o candidato indicado após a exclusão do histórico líder dos Trabalhadores. Essa campanha, todavia, encontra respaldo na própria campanha do PT. Com Lula afastado judicialmente das eleições, o PT fez saber que «Haddad é Lula, e Lula é Haddad», enfatizando uma continuidade entre políticos e políticas. Aqui residiu, com efeito, uma falha por parte do PT. É que o descontentamento anti-petista figurava na figura desgastada (ainda que parcialmente de forma injusta) de Lula da Silva. O afastamento judicial do seu líder representava uma oportunidade para novas aspirações político-ideológicas. No entanto, o PT caiu nas mesmas falhas de históricos partidos da mesma natureza ideológica. Ao enfatizar as continuidades, perdeu-se a oportunidade de chamar à atenção do perfil particular de Fernando Haddad, cujo currículo científico e político são de uma evergadura moralizadora para o país: licenciado em Direito, Mestre em Economia, Doutorado em Filosofia, Professor de Ciência Política na USP. Enquanto ministro da Educação, de 2005 a 2012, foi responsável pelo FIES (Fundo de Investimento Estudantil), pelo ProUni (Programa Universidade para Todos), um programa de bolsas para os mais carenciados, e pelo reformular do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Entre 2013 e 2016 foi prefeito de São Paulo, tendo sido distinguido pela ONU como o melhor prefeito da América Latina. Portanto, se o PT tivesse sabido planear a sua campanha, descolando Haddad de Lula, e apresentando-o como o candidato de uma nova era do PT, neste momento estaríamos numa campanha eleitoral entre um político e académico com uma carreira invejável e um político que em 30 anos só aprovou leis que beneficiaram os deputados e propagou o ódio, sem apresentar qualquer ideia de governo. 

 

{texto originalmente publicado no blog do Centro de Estudos Internacionais (CEI-IUL) do ISCTE}

Micropost [9]

The Fake President

Outubro 19, 2018

Bolsonaro é produto de um grande esquema político-económico-mediático que constitui fraude eleitoral. A manipulação do eleitorado em grupos e mensagens do whatsapp é um crime gravíssimo que atenta contra o Estado de Direito. O ato eleitoral deveria ser impugnado e Bolsonaro deveria ser judicialmente impelido a comparecer aos debates que se esquiva por nada ter a dizer. Sem capacidade de debater com Haddad, Bolsonaro conta ser eleito com base em informações forjadas.

 

 

Bolsonaro e a Direita Portuguesa

Outubro 15, 2018

Em Portugal a desinformação sobre Bolsonaro é ainda tão grande, em resultado da forma como ela é filtrada, do outro lado do Atlântico, pelos órgãos de comunicação social detidos, maioritariamente, por grupos económicos conservadores, que a Direita portuguesa apoia-o sem saber exatamente qual o seu programa ideológico. Acredita que o PT é o demónio porque assim ouviu na Record, e acha que isto nada tem a ver com a sobrevivência da Democracia. A ignorância não é uma bênção, ela pode ser estupidez mesmo. Uma estupidez que se paga caro, como a história tem mostrado. 

Cólofon

A Morada dos Dias é um blogue de João Ferreira Dias, escrito segundo o Acordo Ortográfico, de publicação avulsa e temática livre. Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.